Jogaram o Nobel no lixo?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A notícia de que o Barack Obama ganhou o Nobel da Paz deixou muita gente surpresa. Sei lá, eu, quando vi a notícia pela tv logo quando acordei, nem dei importância. Pensei comigo mesmo, "ah tá beleza, ganhou o prêmio Nobel, é o presidente pop star". A minha indiferença foi irracional, talvez pelo fato de eu estar ainda sonolento.
Depois, ao decorrer do dia, eu fiquei matutando e consegui analisar tal fato. Na mesma hora em que a ficha caiu eu lembrei das duas guerras que os EUA ministram, do muro que eles estão terminando de construir na fronteira com o México. Puta puxa-saquismo do comitê do Nobel.
Um presidente de uma nação que continua enviando tropas para matar inocentes, pra mim não é digno de um Nobel da Paz. Aí vem os que dizem que ele não é o culpado, já que ele não esteve na gestão em que desencadeou a tal guerra contra o terror. Tudo bem, eu não estou louco a tal ponto de dizer que ele tem culpa. Mas ele pelo menos deveria, a partir do momento em que sentou a bunda na casa branca, parar com a manutenção do envio de tropas para o Iraque. Dizer que em 2011 as tropas serão definitivamente retiradas já é um grande passo, mas quantas vidas serão tiradas por lá até essa data prevista?
Ninguém saberá, essa é a verdade.
Fidel Castro, que enquanto estava no poder de Cuba, foi massacrado pelo governo Ianque, disse que a escolha do Nobel da Paz foi positiva e alentadora: "Serviu para esperança de futuro melhor para as nações".
Sinceramente, eu acho que Fidel não tá muito bem da cabeça.

4 comentários:

Nina disse...

fidel não anda bem da cabeça há um bom tempo.

Toni Caldas disse...

Hum... ótima discussão!

Acredito que o que ele quis dizer vai alem das palavras.

Quando se atribui um título deste nível à um líder de uma nação espera-se algo 'em troca'

Neste caso, creio eu, assim como outros especialistas e escritores de esquerda e libertários, que o que se deseja no fundo é que o 'Universal Soldier' tenha o seu ego 'pesado' por conta desse título e assim se evita que certas iniciativas sejam tomadas.

Ou seja: O que iriam dizer que um vencedor do Nobel da Paz promovendo invasões à paises emergentes em busca de 'armas químicas' ou seja lá o que for?

Pensem nisso tambem. Acho que é o que Fidel quis dizer...

Joaquim Bamberg disse...

Toni, acredito que o pronunciamento de Fidel tenha sido ingênuo demais. Não acredito que o prêmio exerça algum tipo de pressão sobre as decisões do governo americano. Governo esse que tem em sua história grandes evidências (e que não se limitam somente às mostradas pelos teóricos da conspiração e radicais) de que decisões ultrapassam acordos e perpassam pela infeliz lógica do capital, principalmente bélico, que é talvez o maior “trunfo” que a nação ianque pode ter. Não hesitarão, a meu ver, em invadir um território alheio para efetuar barbárie, se seus interesses em pauta forem maiores.
A entrega do prêmio a Obama foi muito precipitada, a nomeação dos indicados pelo comitê do Nobel foi feita menos de um mês depois de sua posse. A decisão de entregar um prêmio dessa importância foi meramente política, e foi de encontro ao que os próprios membros do comitê do Nobel justificaram para a entrega do prêmio. O tempo que ele está lá não foi suficiente para ao menos justificar o prêmio.
Obama não realizou nada que o destacasse, justificasse o prêmio, não realizou nada em prol da “paz”. O prêmio valeu mais pela promessa do que ele efetivamente fez no seu curto mandato.
Afinal, medimos a grandiosidade de um homem pelas suas promessas ou atitudes?

Toni Caldas disse...

Pode ser...
Mas ainda assim creio que injenuidade não faz o forte de Fidel, principalmente se tratando dos americanos!